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Bem vindo, sou Carlos Justino

Abaixo você vai saber um pouquinho sobre a minha história

Eu gostaria muito de contar minha história falando que eu fui um empreendedor que teve uma ideia inovadora e conquistei um mercado bilionário. Mas essa é a história do Mark Zuckerberg, não a minha.

Dizem que algumas histórias começam antes mesmo da história. A minha é assim. O Bob Sinclair fez parte dela e ele não faz ideia disso.

O ano é 2010, o lugar é Algarve (Portugal), mais especificamente em um hotel. Depois de 23 dias trabalhando 12 horas por dia sem nenhuma folga (tentando acumular os dias para poder passar o fim de ano sem trabalhar), tive a notícia que eu teria que trabalhar mais um dia até as tão sonhadas folgas.

Eu não teria ficado tão chateado (para não falar outra coisa) se nesse dia não tivesse um show do Bob Sinclair que todos os meus amigos estavam confirmados – inclusive eu. Passei a noite ao som de “Love Generation” trabalhando no hotel.

No dia seguinte, percebi que nunca mais teria essa oportunidade. Nunca mais eu iria àquele show, com aqueles amigos, naquela praia. Aliado à falta que eu sentia da minha família – os horários das minhas folgas nunca batiam com o resto da família, me demiti.

Seria só mais um caso de um jovem desempregado em Portugal se “ele” não tivesse acabado de chegar até mim – o marketing digital.

Que o surgimento da internet mudou o rumo da humanidade todo mundo sabe, mas ninguém sabe (sabia) como ela mudou o meu rumo.

Comecei a estudar sobre como o marketing digital funcionava e tudo que ele era capaz. Vi inúmeras oportunidades nele, mas como eu estava em um lugar muito tradicional (onde as pessoas compravam peixe do Fulano porque ele era gente fina ou que só iam à tal restaurante porque era um hábito), percebi que precisava de um lugar onde pudesse mostrar essa inovação que eu estava vendo.

Desembarquei no Brasil em fevereiro de 2011 e comecei a estudar como o marketing digital poderia ser aplicado aqui. Em pouco tempo descobri que essa era minha vocação e o que eu realmente queria fazer.
A má notícia? Eu não tinha dinheiro para abrir uma agência de marketing digital, não tinha portfólio (nunca tinha feito nada parecido), não tinha um lugar fixo e muito menos funcionários.

A boa notícia? Eu abri uma agência mesmo assim.

Comecei a programar de casa e a trabalhar com SEO. Entrei em contato com várias empresas e uma delas aceitou me receber. O problema é que a empresa era em outra cidade e eu só tinha dinheiro para a passagem do ônibus da ida. Ou seja: ou eu fechava esse contrato e pegava a primeira parcela do pagamento ou eu não teria como voltar para casa.

Voltei para casa de táxi.

Depois que consegui esse primeiro cliente, fui à várias outras reuniões, conquistei outros vários clientes e o negócio ia relativamente bem – tirando as funções que acumulei e as noites trabalhando sem pausa. Talvez tenha sido nessa época que adquiri meu vício por café – deixo aqui um obrigado especial para essa maravilha.

Com o tempo uma equipe de apoio surgiu e conseguimos ainda mais clientes.

Tudo teria sido muito próspero se não fosse o surgimento de outras milhares de agências de SEO no Brasil que cobravam preços ridiculamente baixos para fazer serviços “meia boca”. Junto às crises econômicas, esse fator foi um ponto chave para que eu passasse para o próximo degrau no marketing – o Inbound Marketing.

Vi a diferença que ele poderia ter no mercado, estudei as suas teorias, encontrei a HubSpot como parceira e senti que tudo aquilo fazia sentido. Por que eu iria insistir em fazer SEO se eu poderia inovar e levar o mercado a um cenário muito mais evoluído e inteligente?
A minha agência se tornou, portanto, uma agência de Inbound Marketing – produzíamos conteúdo de qualidade e assim os clientes chegavam até nós por livre e (quase) espontânea vontade.

Junto à Hubspot, difundi o Inbound por alguns anos e muitas agências também se beneficiaram desse método.

Mas eu sei, você sabe, sua vó sabe e a humanidade sabe que nem tudo são flores. Pela segunda vez eu vi o mercado se prostituindo e oferecendo “Inbound Marketing” sem qualidade nenhuma e à preço de banana.

Não bastasse isso, a economia ainda estava desestabilizada e quem é dono de agência sabe que quando um negócio vai mal, o marketing é o primeiro a ser cortado. Só em 2016 foram R$ 30.000,00 perdidos em três meses.

Só que dessa vez foi diferente – eu não ia ficar observando isso acontecer, eu já tinha aprendido bastante com todos os meus erros ao longo dos anos (e eles não foram poucos).
Reduzi minha equipe pela metade e a produtividade da agência dobrou. Parece mágica, mas foi o método SCRUM de produção. Estudei esse método por muito tempo antes de aplicá-lo, mas quando apliquei ele deu tão certo que hoje faço palestras e ensino outras agências e empresas como implantá-lo.

Depois disso, montei um curso para ensinar como aplicar o Inbound Marketing da maneira certa (o AGI) e comecei a entender as necessidades de várias empresas. Nele, eu ensino a como precificar os serviços, processos de como executar campanhas até metodologias de venda e seu passo-a-passo.

Falando sobre vendas, naturalmente comecei a difundir o método do Account-Based Marketing aqui no Brasil, que é uma técnica de vendas B2B que o Inbound não incluia.

Hoje eu estou no comando da minha agência (agora de Growth Marketing – marketing focado em crescimento) à todo vapor, implantando todas as técnicas que conseguimos em anos de tentativa e erro e compartilhando-as com meus colegas de profissão por meio do meu curso.

A conclusão dessa história? Ela pode ser dita em palavras do lendário Steve Jobs: “Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou como um resultado que aponta uma nova direção”.

Habilidades especiais

Degustar cerveja

Inbound Marketing

Account Based Marketing

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